1 de agosto de 2017

Vamos dar as mãos?

Vamos dar as mãos?
Tristeza e apreensão podem ser transmutadas em amor e união. Medo e opressão podem se transformar em confiança e colaboração.

O momento em que vivemos só pode ser daqueles de transição de Era, de transformação, ou melhor ainda, de transmutação planetária.

Essa crença, essa certeza mantém vivas minha esperança e fé.

Não fosse a fé, já teria desistido, perdido a esperança.

Vivemos tristemente uma guerra civil não declarada no Brasil. Isso mesmo, há mais morte violentas por dia em nosso país, do que o atentado que parou Paris recentemente ou nas travessias de refugiados da Síria. Os números são assustadores.

O maior desastre ambiental da história da humanidade aconteceu aqui, com a morte de um rio todo, iniciado em Mariana. Bem aqui, onde as riquezas e recursos naturais são exploradas desde o “descobrimento” e cujo lucro e impostos não tem sido transformado em benefícios sociais, ambientais, de infraestrutura e educação, ou seja, não tem retornado para os cidadãos, para o país.

No cenário global também vivemos tempos que mais se parecem aos da guerra fria, numa eminência de uma possível grande guerra mundial. Talvez. Talvez apenas ajustes da transformação brutal e exponencial pela qual passa todo o planeta. De qualquer forma, talvez estejamos vivendo o mais delicado momento da humanidade.

É fato que a guerra no mundo nunca cessou por completo. Mas nesse momento a tranquilidade e qualidade de vida europeia, por exemplo, está sendo posta à prova. Talvez como preço sendo pago na roda de “Samsara”, do carma pelos abusos bélicos, econômicos e dogmáticos impetrados por seus povos nos últimos 500 anos. Talvez apenas pelo descaso dos mais ricos e mais cultos para com os mais pobres e os ignorantes.

Talvez pelo lucro e o “ter” ainda figurarem acima do “ser” e da cooperação para a melhora coletiva. Quando por radicalismos de lados a humanidade não consegue equilibrar direita-esquerda, capitalismo-socialismo, econômico-social, agora paga o preço da desigualdade e do desequilíbrio, vivendo em pêndulos radicais que se desdobram nos movimentos políticos e se manifestam nas eleições não previstas dos últimos tempos nas grandes potencias e no desmantelar das economias sul-americanas.

Sei que o mundo que quero viver não é esse, dominado pelo medo, pela intolerância, pelo abuso de poder, pela violência e pela corrupção. Sei que não quero viver num mundo em que abusamos do meio-ambiente, da mãe natureza pelo simples fato de não questionarmos nossos hábitos alimentares e de consumo.

Olhando ao redor, em especial na mídia, a vontade é de chorar de tristeza, de desistir e de parar de sonhar com um mundo melhor e em especial um país melhor, pleno de paz, justiça e felicidade.

Olhando para dentro de mim e para o alto renovo as esperanças e que tudo isso é matéria para aprendizado e evolução coletivas e que, se estudarmos bem essa lição e reformarmos nossos hábitos vamos “passar de Era”. Vamos dar um salto quântico para um novo estágio de evolução. Mas depende exclusivamente de nós. De cada um de nós. Depende de mim. E de você.

Como sempre tento fazer, além de olhar critico, análise e reflexão, tento, sempre que possível, propor caminhos e convidar para uma visão nova, um projeto ou forma de se resolver as coisas e fazer diferença.

Assim, convido todos então para darmos as mãos. Para buscarmos melhoras caminhando juntos de mãos dadas. Pouco importa se você é pobre ou rico, preto ou branco, de esquerda ou de direita, se votou na Dilma, no Aécio, branco ou nulo. Tampouco se é católico, evangélico, umbandista ou mulçumano. O que importa de fato é que somos todos irmãos.

Como disse Bob Marley, se todos dermos as mãos, quem sacará as armas?

Convido-os a darmos as mãos, formando uma grande corrente de irmãos. Que de mãos dadas possamos criar a paz em nosso país e espalhar pelo mundo, cruzando as fronteiras. Que possamos criar uma corrente de mãos dadas por todo o globo, por todo o planeta, incluindo a todos, mesmo aqueles que ainda são bandidos, os terroristas do IS e inclusive os políticos corruptos que fazem do viver no Brasil o cenário de um filme de horror.

Vamos juntos criar as condições pra quem ninguém saque as armas e ninguém saquei a ninguém.

Vamos todos juntos. De mãos dadas não teremos como matar ou roubar. De mãos dadas nos obrigamos, por amor, a mutuamente nos ajudar.

De mãos dadas inserir de uma vez por todas a fundamental virtude da confiança, pois só damos as mãos a quem confiamos.

Então, vamos todos dar as mãos?