Carregando, aguarde...

26 de julho de 2011

Eu chorei no cinema

Eu chorei no cinema

Não tenho vergonha de ter chorado durante o filme Tropa de Elite 2.


 

Não, não foi no filme Nosso Lar também em cartaz nesse momento. Tampouco foi em algum filme de drama, história triste ou qualquer coisa do gênero.

Aliás, alguns dias atrás, quando meu filho de 5 anos fez sua primeira aula de Judô, ele ameaçou chorar com primeira insegurança e o professor perguntou se ele era um homem ou um saco de cebolas, pois “homem não chora”.

Pois é, chorei no cinema hoje. E eu não sou um saco de cebolas.

Não tenho vergonha de ter chorado. Já se foi o tempo em que homens não podiam externar seus sentimentos. Tenho vergonha é de fazer parte de uma sociedade doente como a que estamos inseridos.

Chorei no filme Tropa de Elite 2.

É, isso mesmo. Chorei em um filme policial, de ação, cheio de tiros pra lá e para cá. E nem foi pela relação pai e filho retratada no filme, do pai dedicado ao trabalho e filho que sente a ausência do pai (que sim me comoveu bastante também), reforçada por um casamento que não deu certo. Chorei mesmo por ver que estamos em uma situação à la música do Ney Matogrosso: “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

Como esperar melhora nas condições políticas e, por conseqüência, sociais se quem tem o real poder de mudar as coisas não tem a consciência necessária?

Como ter a esperança de melhora quando a maioria dos que detém o poder não tem a moral e os princípios mínimos que um homem público deveria reunir?

Pois é… Ver a situação do descaso nas favelas e nas comunidades pobres, não só no filme, mas na vida real – como tive a oportunidade de conhecer mais de perto durante a campanha eleitoral por que passei em 2010 – faz mexer com os sentimentos profundos daqueles que querem de fato contribuir para um mundo melhor e não apenas para o seu mundo particular ficar melhor.

E quando vemos que as pessoas acham que tudo isso é normal, inevitável ou que não mudará, somo à tristeza das lágrimas, uma dualidade de sentimentos.

De um lado o desespero, angústia e indignação com essa situação. De outro, como toda moeda tem 2 lados, vejo e sinto a face positiva dessa situação. A esperança de que é chegado o tempo daqueles que acreditam na possibilidade de mudança, se unirem para transformar esta triste realidade em uma demonstração dos reais valores de nosso povo brasileiro.

A paz, a criatividade, o amor à terra onde nasci e a vontade de progresso me fazem limpar as lágrimas, transformando-as em alimento para a alma. Alimento do sentimento de cidadania e patriotismo e de que é pela minha ação e perseverança que posso dar o exemplo e juntar forças com os demais irmãos que compartilham desse sonho.

O sonho de um Brasil que seja o país do exemplo no presente. Justo, equânime e próspero. Gigante economicamente e pacifico pela própria natureza.

Milhares de valorosos brasileiros deram suas vidas, suor e lágrimas por esse país antes de nós. Convido os que honram estes valores a conhecer e se juntar ao movimento Acordem e Progresso. E façamos a nossa parte.

Não é possível voltar atrás e fazer um novo começo, mas é possível começar agora a fazer um novo fim! (Chico Xavier)

#acordemeprogresso